O secretário elogiou a boa vontade do DF e do Ministério da Saúde para trabalhar em parceria com Goiás no combate ao Aedes aegypti. “Mosquito não escolhe endereço para agir. Então, não adianta se um estado atuar com firmeza para eliminar os criadouros se o outro não se esforça”, disse Leonardo Vilela. O ministro sugeriu que a cooperação regional aconteça não só no caso da dengue, mas também em outras ações desenvolvidas pela rede de atenção básica.
Goiás foi escolhido pelo Ministério da Saúde para mobilização deste sábado porque é, atualmente, o segundo estado com maior incidência de dengue por pessoa no Brasil. Nas quatro primeiras semanas de 2015, foram 99 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. Acompanhado do ministro e do governador do DF, Leonardo visitou uma residência próxima ao local da mobilização e transmitiu, à família, as recomendações usuais para se evitar o surgimento de criadouros. O último levantamento rápido para Aedes aegypti (LIRAa) constatou que 80% dos criadouros encontrados em Goiás estavam dentro de domicílios. A maior parte deles (41%) formou-se no lixo descartado de modo inadequado.
Em 2015, até o dia 31 de janeiro, Goiás registrou 9.918 casos de dengue - aumento de 28,72% com relação ao mesmo período do ano passado. No País, o crescimento foi de 57% neste mesmo espaço de tempo. Os municípios goianos que têm suspeita de morte por dengue são Goiânia (2), Aparecida (1), Brazabrantes (1), Nerópolis (1), Trindade (1) e Piracanjuba. Em 2014, a Secretaria de Saúde confirmou 76 óbitos e outros 32 ainda estão sob investigação.
O dia D da mobilização nacional aconteceu poucos dias depois da confirmação do primeiro caso de chikungunya com transmissão do vírus ocorrida em solo goiano. O caso ocorreu no município de Rio Quente, próximo a Caldas Novas. Outros dois já foram constatados, em 2014, mas em ambos a contaminação dos pacientes se deu em território estrangeiro (Caribe e Guiana Francesa). Há mais 27 casos sob investigação.
ENTORNO
A dengue está momentaneamente controlada na região do Entorno do DF. Valparaíso, local que sediou a mobilização deste sábado, é considerado município de baixo risco para doença (nas últimas quatro semanas, houve infestação em apenas 0,6% das residências. O sinal de alerta acende quando o índice chega a 1%). Valparaíso não possui nenhuma suspeita de óbito causada pela dengue.
Situação parecida vivem os municípios vizinhos. Todos eles estão enquadrados na classificação de baixo risco, à exceção de Novo Gama (médio). Há sete óbitos por dengue confirmados na região (dois em Cidade Ocidental, dois em Formosa e três em Luziânia) e um sob investigação (Luziânia) - todos ocorridos no ano passado.










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